quinta-feira, 11 de abril de 2013


Na primeira aula, nos foi pedido que  fizéssemos um exercício de percepção na forma mais primitiva que conhecemos, a imitação. 
Eu fui o último aluno a adentrar o espaço de aula.  Após esse momento de estranhamento, percebi que todos estavam parados imóveis a olhar para o espelho. Senti os olhos de todos direcionados a mim, mas não soube o que fazer. No entanto, reparei o movimentar de olhos de um colega. Nesse gesto continham expressões que meu rosto tivera realizado segundos antes. De imediato, entendi que o coro de colegas esperava que meu ser começasse a se expressar.
Deixei meu corpo buscar por movimentos que meu intelecto desconhecia; utilizei movimentos de uma partitura que trabalho na pesquisa sobre a corporeidade do gaúcho, no Brasil. Ademais, Intentei ser solidário aos colegas e me detive em movimentos que não seriam de difícil reprodução.Todavia, senti-me envergonhado para improvisar. Nessa aula, infelizmente não pude imitar nenhum colega,pois como já disse, fui o último executante do exercício.

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