A proposta do dia fora concentrarmos nosso foco no jogo
com uma pessoa. Essa relação esteve ligada as premissas do contato
improvisação. Trabalhamos diálogos de
escuta e resposta; sustentação do peso do outro; compensação de peso e
improviso livre.
Nos exercícios que não solicitavam a minha entrega de
peso eu me sentira muito livre para criar e trocar energia com minha parceira.
Os movimentos estavam orgânicos e o jogo fluía. Todavia, vieram os exercícios
de sustentar o corpo do colega e o de ser sustentado. Sempre quando dou meu
corpo como apoio é muito mais natural, pois sei que conseguirei suportar a
massa corporal de meu respectivo colega. No entanto, quando dou meu peso sinto medo de machucar com quem jogo, pois
tenho um corpo demasiado pesado.
O medo extinguiu-se quando fiz o mesmo exercício com um
rapaz, que também possuiu um corpo grande e forte. Nossa troca foi mais eficaz
porque conseguimos executar os exercícios.
No improviso livre, trabalhei com uma colega que está
seguidamente sendo minha partner, assim
nossos corpos já dialogam com segurança e confiança, nos proporcionando como
resulta um artefato coreográfico com distinções de tempo, espaço e a criação de
uma dramaturgia.
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