Os alunos transformaram-se em guias e cegos, para assim
desbravar o espaço da sala de aula. Em duplas, nós fomos estimulados a
deixarmos conduzir pelo comando de um colega (logo, trocaríamos de posição).
Estávamos nós- os cegos- de olhos fechados éramos colocados a enfrentar
obstáculos proporcionados pelos corpos dos colegas que estavam a ser os guias.
Senti-me muito instigado a repercutir movimentos pelo
espaço e estar conectado com o interior de meu ser fez com que os movimentos
fossem mais sinceros e não tão previsíveis, pois não estava preocupado em
realizar os movimentos para um observador e sim percorrer pelo espaço que o
guia me proporcionava sentir.
A sala de
aparelhos de ginástica nos passava receio, pois era gigantesca e repleta de
aparelhos desconhecidos para mim. Superei o medo e creio que me arrisquei
diversas vezes em sai de minha zona de conforto.
Por fim, penso ser difícil trocar com colegas que não se
permitem ousar ou que são desanimados com a proposta do professor.
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